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  • Prof Jeciane

Formação Docente e práticas assertivas para o Ensino Superior

Imagine que você está começando um novo semestre de aulas, carregando com você algumas falhas e acertos daquilo que fez no período letivo anterior em suas turmas. Pode ser que você não queira mudar nada e repetir tudo do mesmo jeito. Mas pode ser que você esteja desejando fazer algo novo, pensando na aprendizagem e no futuro dos seus estudantes.


Com todo esse entusiasmo, lá vai o professor para a primeira formação docente oferecida pela sua instituição. Uma palestra aqui, outra acolá, algumas frases e histórias motivadoras, outras desmotivantes e sonolentas. O fato é que você sai da formação sem saber como fazer diferente. Até foi inspirado a mudar, a sair do tradiconal, mas como fará isso?


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A narrativa que inicia esse texto é muito comum nas instituições de Ensino Superior, pois os encontros de formação continuada ainda encontram limitações para que se tornem efetivos. Posso citar algumas:


1. Professores que estão lá por obrigação, sem entender o sentido do ambiente formativo;


2. Formações que se tornam um amontoado de palestras e pessoas, sem espaços para partilhas e diálogos entre docentes;


3. Formações sem objetivos claros de aprendizagem e desenvolvimento docente;


4. Formações que não valorizam as iniciativas docentes da casa, fazendo brilhar apenas o que é de fora.


Para que esses obstáculos se tornem menores e cada vez menos presentes durante os espaços formativos de docentes universitários, é preciso repensar a forma como os encontros são conduzidos e os objetivos que se almeja atigir com as práticas formativas planejadas.


Você já deve ter ouvido a frase: "NINGUÉM DÁ AQUILO QUE NÃO TEM!" Se um professor ou professora não possui habilidades de liderança, de trabalho em equipe, de diálogo ou de escuta ativa, como é que, os estudantes que passam pela mediação da aprendizagem com esse professor, serão conduzidos para desenvolver essas competências?


O autor Donald Schon, em seu livro: Educando o profissional Reflexivo, destaca que as formações de professores precisam ser pautadas na homologia dos processos. Esse termo indica que as práticas formativas realizadas para professores, precisam espelhar aquilo que a instituição deseja que aconteça em sala de aula.

Se sua IES quer aulas ativas, dinâmicas, inovadoras e que promovam experiências de aprendizagem significativas, as formações docentes precisam promover algo na mesma frequência.


Mas como fazer essas formações espetaculares na prática? Olha só o diagrama a seguir, com sugestões para cada limitação elencada no início deste texto:



É possível e necessário fazer diferente, criando espaços efetivos para que os professores experienciem novas possibilidades e aumentem o seu repertório de práticas, fortalecendo a sua didática e experiências profissionais.


Em 19/02/2022

Profa. Jeciane Golinhaki



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